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  • 25.03.2020 - 09:12

    Suspensão do transporte coletivo já causa demissões em massa

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    A decisão da Prefeitura de Ilhéus em paralisar por completo o serviço de transporte público da cidade já causou as primeiras vítimas: cerca de 100 trabalhadores, segundo cálculos do sindicato, foram demitidos na manhã de hoje (24), da empresa Viametro. A empresa alegou que a paralisação não permite que sua direção tenha condições de manter o quadro que estava na ativa.

    São cobradores e motoristas que foram comunicados ontem à noite sobre a decisão. No aviso prévio entregue hoje, a empresa informou que se eximirá do pagamento da multa de 40 por cento do FGTS e de outros direitos que os trabalhadores teriam. O JBO procurou a assessoria de imprensa da empresa que disse que aguarda a direção da Viametro para se pronunciar.

    Polêmica

    Desde o início da decisão tomada pelo prefeito Mário Alexandre que houve questionamento sobre a estratégia do governo em paralisar o serviço. Setores que utilizam o sistema informaram que, ao invés de paralisar, o prefeito deveria ter publicado um decreto criando condições especiais de segurança para o usuário, a exemplo da limitação de ocupação, estabelecimento de distâncias mínimas e álcool em gel disponível para uso de trabalhadores e passageiros.

    A Prefeitura, entretanto, afirmou que não teria condições de supervisionar tudo isso. O Superintendente de Transporte e Trânsito, Gilson Nascimento, chegou a citar o fato de que, a permanência do serviço, estaria colocando em risco muitos idosos que utilizam o sistema.

    Uma fonte do JBO - que preferiu o anonimato - chegou ontem a questionar a decisão da suspensão.

    Chamou atenção para uma questão curiosa: será que a prefeitura não foi forçada a tomar esta decisão pelo fato de as empresas considerarem que, com novas medidas de segurança e com a cidade praticamente parada, os ônibus circulariam com pouca gente e as empresas teriam prejuízos financeiros? “Paradas elas não lucram. Mas, também, não perdem nada”, comentou a mesma fonte.

    A Prefeitura reafirma que a decisão foi, objetivamente, para proteger a população e evitar a propagação do vírus.

    Fonte> http://www.jornalbahiaonline.com.br