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  • 05.02.2015 - 14:47

    PT recebeu até US$ 200 milhões em propina, estima delator

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     O ex-gerente de engenharia da Petrobras Pedro José Barusco Filho estimou, em depoimento de delação premiada, que o Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu até US$ 200 milhões em propina relacionados a 90 contratos da Petrobras entre 2003 e 2013. Segundo o delator, o tesoureiro João Vaccari Neto foi quem recebeu o percentual em nome do partido.

    “Considerando o valor que o declarante (Barusco) recebeu a título de propina, que foi de aproximadamente US$ 50 milhões, estima que foi pago o valor aproximado de US$ 150 a US$ 200 milhões de dólares ao Partido dos Trabalhadores, com a participação de João Vaccari Neto”, diz o relatório do depoimento prestado no dia 21 de novembro do ano passado, mas que foi divulgado nesta quinta-feira.

    No depoimento, o ex-gerente diz que 2% dos contratos firmados com a diretoria de Serviços, controlada por Renato Duque, 1% era destinado ao PT, enquanto o outro percentual ficava para a “Casa”, representada pelo diretor e por Barusco.

    O declarante contou aos investigadores que, quando era gerente de Tecnologias e Instalações da Petrobras, começou a receber propina em 1997 e 1998 da empresa holandesa SBM Offshore, fornecedora de plataformas. A propina se tornou mais sistemática em 2000, quando passou a ganhar valores mensais e proporcionais aos contratos.

    Segundo o depoimento, tanto ele quanto Renato Duque continuaram a receber os pagamentos ilegais até fevereiro de 2014, quando Barusco deixou o cargo de gerente.

    Citado pelo ex-gerente, o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi levado para prestar depoimento nesta quinta-feira, na nona fase da Operação Lava Jato. 

     
    Terra