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  • 15.01.2010 - 10:39

    Militar que escapou de terremoto no Haiti desembarca na Paraíba


    Da Redação Portal Jatobá

    O sentimento de alívio prevaleceu durante um desembarque em especial ocorrido na madrugada desta sexta-feira (15) no aeroporto Castro Pinto, em Bayeux. Foi a chegada de um sargento paraibano que integrava a missão de paz do Exército brasileiro no Haiti, país devastado por um terremoto de magnitude 7 ocorrido na última terça-feira (12).

    Oriundo do Comando do 1º Grupamento de Engenharia com sede em João Pessoa, o 3º sargento Soares retornou à sua terra natal são e salvo. Ele desembarcou às 2h desta sexta, depois de uma estadia de sete meses no Haiti. Soares embarcou com destino ao Brasil sete horas antes da tragédia.

    “Me sinto feliz. Eu poderia estar lá”, revelou aliviado o sargento natural de Santa Rita, que foi recebido por militares fardados. Ele deve dar mais informações e detalhes do que passou durante o terremoto no Haiti durante uma entrevista coletiva na manhã desta sexta (15).

    Paraibanos no Haiti

    Três militares oriundos do Grupamento de Engenharia, incluindo o sargento Soares, já haviam retornado ao Brasil antes do dia 12 de janeiro, quando houve o primeiro grande terremoto que atingiu a Capital, Porto Príncipe. O retorno de Soares demorou três dias porque, primeiramente, ele precisava passar por uma fase de desmobilização no Rio de Janeiro.

    Segundo o Grupamento, os outros dois oficiais já teriam retornado ao Estado, mas preferiram não falar com a imprensa.

    Ainda há três militares paraibanos no Haiti: major Ivan Silva, servindo no Comando da Minustah, major Itamar Feldmann e o 3º sargento Paulo Barbosa ajudam no resgate das vítimas.

    Morte de sargento com família na Paraíba

    Oficialmente, o Exército brasileiro diz que 14 militares morreram no Haiti, entre eles Davi Ramos de Lima, pernambucano radicado na Paraíba. O Governo de Pernambuco decretou luto pela morte do sargento. Ele servia ao 5° batalhão de Infantaria Leve, com sede em Lorena (SP). A família ainda não tem previsão de chegada do corpo do oficial ao Brasil, mas espera poder enterrá-lo na próxima semana.