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26.07.2019 - 05:36
Influência de RC estimula a discórdia e a intriga, prejudicando o governo de João Azevedo
Que não existe mais ambiente no interior do PSB entre quem veste a camisa do governador João Azevedo e os que ainda envergam a camisa do ex-governador Ricardo Coutinho não restaria mais nenhuma dúvida. E não seriam as ilações da oposição que confirmariam esse panorama: são os fatos, esses irrefutáveis e arrasadores sobre o clima de discórdia que impera nos jardins dos girassóis.
Os fatos são incontestáveis e irrefutáveis haja vista a movimentação subterrânea onde os encontros secretos não permanecem secretos por muito tempo e os assuntos debatidos, em surdina, chega ao conhecimento publico mal encerradas as reuniões.
O fato mais recente para confirmar o clima de hostilidade e acirramento entre as duas correntes que se digladiam no interior do PSB, seria a notícia que circulou com intensidade na mídia dando conta da mudança de partido do presidente da Assembleia, deputado Adriano Galdino, com um pé no Avante, caso persistam as retaliações e preterições a ele e a outros colegas também na mira dos seguidores do ex-governador cujo comportamento se assemelha ao de uma seita.
Galdino tem sido o fiel da balança desse embate desde que atropelou os planos de continuidade de Ricardo que pretendia estender seu mandato por mais quatro anos usando como ventríloquo o governador eleito pela força do projeto administrativo executado com êxito, mas que contou com a participação de muita gente, e não apenas dele autointitulado e proclamado o messias do socialismo paraibano.
Por essa condição messiânica, na concepção de muitos sacerdotes e sacerdotisas, devia se perpetuar no poder dando as cartas e mandando como se não houvesse havido mudança no comando do Governo.
Essa continuidade não contou com a compreensão de Galdino, que cortou o cordão umbilical desse projeto personalista ao se eleger por quatro anos presidente da Assembleia impedindo que os tentáculos de Ricardo se estendessem até o Legislativo com a possibilidade de reter o poder nas mãos de um deputado passivo e submisso aos desejos do ex-governador.
Galdino não só abortou a extensão desta hegemonia política do ex-governador a querer reinar absoluto em dois poderes como reforçou a resistência do esquema embrionário de João quase a sufocar pela pressão exercida por forças políticas que avalizam o projeto de dominação plena do Mago e que se viram contrariadas por medidas restritivas impostas pelo novo Governo instalado pelas urnas e que já dava incipientes demonstrações de independência contrariando interesses dos que se julgavam donos absolutos da atual gestão.
Que houve reuniões secretas, isso já foi revelado porque um dos argumentos para a saída de Adriano do partido e de outros filiados teria sido exatamente o da exclusão desses encontros para debater assuntos de interesse partidário e, se já não participavam, não teriam mais porque permanecer.
O próprio Adriano ao desmentir sua saída deixou claro que outros colegas lhe confidenciaram que desejavam sair do PSB, acossados por perseguição e falta de espaço dentro da legenda confirmando o clima de hostilidade e de desarmonia gerado pelos desentendimentos entre essas duas forças que hoje compõem o partido.
Diante desse panorama, não seriam ilações de colunistas que revelariam o clima de hostilidade e de diáspora dentro do PSB - são os fatos.
Ricardo a cada dia se mostra um verdadeiro pomo da discórdia a destruir projetos e planos para o estado já que sua concepção de poder se restringe a sua pessoa, e nada, além disso, pode sobreviver nem mesmo a criatura que criou hoje hostilizada pelo fato de querer governar como autoriza o mandato conferido pelas urnas.
Ricardo também não estaria contribuindo para ajudar a Paraíba no plano federal onde é visto como inimigo e transferiu essa herança para seu sucessor mesmo este se mostrando predisposto ao diálogo e a boa convivência com o contraditório.
Resta saber se ele terá força suficiente para romper esse circulo que se fecha ao seu redor onde a aliança firmada entre João e Adriano parece se constituir no seu maior obstáculo.
Mas, como já venceu e desmoralizou muitos oponentes é possível que, com ajuda da seita que fundou no partido, supere essas dificuldades, mas para isso terá que retomar a prefeitura da capital ou irá fazer companhia a Cássio e Maranhão nos livros de História. (jampanews)