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  • 04.02.2021 - 07:58

    Folha destaca traição de Veneziano na eleição do Senado


    Segundo a ‘Folha de São Paulo’, o paraibano mal deixou o PSB que fazia oposição a Jair Bolsonaro e logo, ao entrar de volta no MDB de onde saiu conspirando contra o presidente estadual José Maranhão, escondeu-se nas sombras do Palácio do Planalto e traiu a senadora Simone Tebet, candidata emedebista à presidência da Casa, optando pelo nome indicado e apoiado pelo Presidente da República.

    O MDB negociou com o candidato de Bolsonaro ocupar a Primeira Vice Presidência, que é disputada também pelo PSD na pessoa do senador pelo Amapá, Lucas Barreto, do mesmo estado do ex-presidente Davi Alcolumbre e amigo pessoal do mesmo, de quem recebe apoio.  

    Dois nomes emedebistas, dentre eles Eduardo Gomes, Líder do Governo no Congresso, desistiram da postulação, sobrando então para Veneziano, que vinha conspirando dentro e fora da legenda para obter a indicação, tendo sido em tese o responsável pela saída dos dois companheiros do páreo.

    A ‘Folha de São Paulo’ para provar que o paraibano já trabalhava nesse sentido, traindo silenciosamente Simone Tebet e outros próceres partidários, publica que membros da bancada revelam que Veneziano já vinha articulando nos bastidores a candidatura de Pacheco, mesmo quando a bancada ainda estava com Tebet.

    Na ocasião, o líder do MDB, Eduardo Braga, afirmou que não se tratava de uma negociata de cargos, mas apenas o respeito à proporcionalidade, na qual as maiores bancadas ocupam os principais cargos da Mesa Diretora.

    Esse também era o argumento de Braga em dezembro, sem saber que Veneziano já urdia a trama na calada das noites, ao anunciar que o MDB teria candidatura única e que o escolhido da bancada iria contar com o apoio dos demais membros da sigla até o fim da da eleição.


    Já na condição de candidato à vice presidência, ontem Veneziano chegou à reunião preparatória no Senado com um discurso de defesa e pleno amor ao MDB, algo que não aconteceu nos dias pretéritos, e afirmou que seria “incompreensível” o partido ficar fora da composição da Mesa do Senado e que também não caberia ao partido nesse momento abrir mão de comissões, como a CCJ prometida ao ex-presidente Davi Alcolumbre.   

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