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  • 23.07.2019 - 11:05

    CONVIVÊNCIA DANOSA: RC contamina aliados de Bolsonaro; lideranças devem se afastar do Mago para não prejudicar PB


    Aos poucos e devagar a influência política do ex-governador Ricardo Coutinho vem sendo esvaziada principalmente no plano federal onde o Mago virou sinônimo de maldição e velhos e antigos aliados como o deputado federal Efrain Filho não se acanha de negar seu nome para conseguir emplacar aliados no Governo Bolsonaro como fez recentemente ao desmentir enfaticamente qualquer relação do atual delegado da Superintendência Regional do Trabalho na Paraíba, Severino Pereira Dantas, com o ex-governador como vinham alardeando simpatizantes do presidente da república para queimar a indicação de Efrain.

    Mas repetindo Pedro, o da Bíblia, Efrain voltou negar Ricardo depois que outro indicado seu teve o ato de nomeação revisto pelo Governo Bolsonaro por desconfiança de que, ele também teria vinculação politica com o ex-governador da Paraíba. 

    Nomeado no último dia 18 para o Incra Leonardo Torreão teve o ato cancelado nessa segunda-feira também suspeito de ser correligionário do ex-governador, o que foi novamente enfaticamente negado pelo padrinho.

    Mas, não estaria apenas no plano federal o anátema de Ricardo: o ex-governado estaria sendo ex-comungado politicamente também na Paraíba e muita gente começa a se afastar do seu raio de influência por receio de discriminações e preterições preferindo outros canteiros menos contaminados que o dos girassóis.

    Essa fuga estaria para começar na Assembleia Legislativa, onde o presidente Adriano Galdino teria recebido convite para embarcar nas fileiras do Avante levando junto com ele outros insatisfeitos e preteridos pelas discriminações e preterições do partido socialista.

    Essa guinada de rumo do presidente sinalizaria para convulsões internas que terminaram por expelir alguns membros do PSB já tão excluídos que nem mais participavam das reuniões internas da legenda em razão dos muitos conflitos gerados pela disputa por espaço no Governo de João Azevedo em vias de ter de assumir ou também negar o ex-governador para poder sobreviver nesse ambiente de acirrada hostilidade já que perder o apoio da Assembleia e ter contra ele a maior bancada da Casa ( O Avante) obviamente não seria um bom negócio mesmo que seja para manter a fidelidade a qualquer preço.

    E como lapada final na reconhecida liderança de Ricardo a pesquisa do Sistema Arapuã mostra que, mesmo sendo ainda a maior liderança do Estado essa avaliação ficou em meros 37%, o que é de se convir caiu muito desde quando apresentava índices de aprovação na casa dos oitenta. (com jampaews)