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  • 10.05.2021 - 12:01

    Colunista censura postagem de vereador campinense em escola de tiro ao alvo


    O jornalista Marcos Marinho, em sua mais nova coluna neste portal, censura a postagem feita em redes sociais pelo vereador Valdeny Santana (DEM) esnobando desenvoltura numa escola de tiro ao alvo e dá um único conselho ao inebriado parlamentar bolsonarista: “volte a trabalhar, porque tiro ao alvo não cola mais nem em parque de diversão”.  

    Explica Marinho que Valdeny, eleito pelo DEM em Campina Grande, tinha tudo para desempenhar um mandato acima da média, considerando o baixíssimo nível do atual colegiado, não muito diferente do anterior considerado o pior da História.

    - “Ele até que se esforçou para mostrar isso nas primeiras entrevistas, demarcando bom terreno ao avisar das suas pautas desenvolvimentistas voltadas para a criação de emprego e renda. Bancário, servidor do Banco do Brasil, Valdeny tem cancha para esse debate. Mas derivou dele, depois de empossado, embevecido que está com a enganosa certeza de que o mandato veio para ser eterno, o que continua sendo um ledo engano para todos aqueles que, como ele, assim imaginam.  

    Marinho diz que Valdeny largou a ‘toga’ de vereador para transformar-se em “papagaio de pirata” de Bruno Cunha Lima, “o alcaide que passou a idolatrar como maior santo do céu e da terra, para variar chamando-o de mito!” e acredita que a aula de tiro do campinense tenha sido uma tentativa dele imitar o vereador pessoense Tarcísio Jardim, do PATRIOTAS, que em debate durante sessão virtual da Câmara da Capital fez questão de mostrar um revólver, que na mesa botou junto a uma Bíblia.

    Para Marcos Marinho o ato de Jardim é lastimável e mais ou menos compreensível; o de Valdeny, além disso é reprovável e inoportuno!

    - “Jardim acalorava-se no debate em confronto a colega que insultava Bolsonaro e seu gesto, em apoio ao que soltava dos lábios, pode ser até tolerado por duas razões: primeiro, por ter formação militar e, assim – mesmo estando por enquanto vereador – erroneamente a arma continua sendo instrumento de trabalho. E em segundo lugar, porque nunca de ninguém escondeu a paixão que nutre pelo Chefe da Nação - um ardoroso defensor da Pátria armada”.

    Já o caso de Valdeny – diz Marinho - é o oposto, “primeiro porque mostra que seu rosto de menino bonzinho sempre camuflou o fervor que agora revela por arma de fogo. E depois porque ao postar o treino de tiro ao alvo em redes sociais consente a necessidade de portar arma como escudo para prováveis investidas, tendo na Câmara Municipal abrigo e refúgio.

    Pessoense Tarcísio Jardim de arma em punho durante sessão ordinária

    Segue a íntegra do artigo de MM postado na grade de colunistas d’APALAVRA:

    VEREADOR DO TIRO AO ALVO   

    Eleito pelo DEM em Campina Grande, o vereador Valdeny Santana tinha tudo para desempenhar um mandato acima da média, considerando o baixíssimo nível do atual colegiado, não muito diferente do anterior considerado o pior da História.  

    Ele até que se esforçou para mostrar isso nas primeiras entrevistas, demarcando bom terreno ao avisar das suas pautas desenvolvimentistas voltadas para a criação de emprego e renda.  

    Bancário, servidor do Banco do Brasil, Valdeny tem cancha para esse debate.  

    Mas derivou dele, depois de empossado, embevecido que está com a enganosa certeza de que o mandato veio para ser eterno, o que continua sendo um ledo engano para todos aqueles que, como ele, assim imaginam.   

    À falta do que fazer em plenário ou fora dele, nesses tempos difíceis da pandemia do coronavírus, o jovem edil anda agora na contramão de sí mesmo e seu mandato deixou de ser dele ou do povo, para simplesmente não mais existir.  

    Mas nada a ver, entretanto, com a ação que corre na Justiça Eleitoral que pode tirá-lo da cadeira precocemente por ilícitos partidários investigados em relação à cota de gênero no processo eleitoral em que saiu vitorioso.  

    Valdeny, pelo menos para mim que o conheço desde quando ele competentemente assessorava João Dantas ao tempo em que exercí o mandato de vereador, é um bom rapaz, bem antenado e com uma visão bastante nítida do que vem a ser um Poder Legislativo municipal.  

    Por isso, diferentemente da grande maioria dos colegas de Casa, é o único dos novatos a não poder errar. Porque conhece bem do riscado e teria que dar exemplos e aulas aos leigos que ganharam assento nesta atual legislatura.  

    Lamentavelmente, não é o que vem acontecendo!  

    Valdeny largou a ‘oga’ de vereador para transformar-se em PAPAGIO DE PIRATA de Bruno Cunha Lima, o alcaide que passou a idolatrar como maior santo do céu e da terra, para variar chamando-o de mito!  

    Bolsonarista depravado, quero dizer DECLARADO, o parlamentar esquece que não foi para isso que o seu eleitorado lhe botou na Câmara. Ou mais: que não foi exatamente, ao que se sabe e salvo segredos de alcova, Bruno Cunha Lima quem lhe deu os votos necessários para lá chegar!  

    Valdeny pode dar um freio nas vaidades, inerentes a quem não se mostra humildemente apto para a envergadura do exercício pleno de um mandato parlamentar.  

    Acaso o DEM em Campina Grande não venha a ser alvejado pela afiada espada da justiça, degolando o seu mandato, há tempo para ele pensar nele e nele se programar...  

    Precisa também se assessorar de gente qualificada; de escutar mais velhos; de elevar os braços a Deus e em juramento secreto garantir que trabalhará para o povo e não para sí tão somente.  

    O resto virá por osmose!  

    Fiz este preâmbulo elástico assim para censurá-lo, mas CENSURA amiga. Espécie de corretivo que muita gente que lhe arrodeia tem medo de dar.  

    Ontem, em espécie de coroamento às avessas, Valdeny postou foto sua nas redes sociais com arma em punho. Achou que estava abafando!  

    Talvez, quem sabe, para imitar o vereador pessoense Tarcísio Jardim, do PATRIOTAS, que em debate durante sessão virtual da Câmara da Capital fez questão de mostrar um revólver, que na mesa botou junto a uma Bíblia.  

    Tarcísio rebatia na ocasião críticas feitas ao presidente Jair Bolsonaro, de quem igual a  Valdeny, é fã juramentado. Policial e professor de tiro, Tarcísio Jardim argumentou que um “homem de bem armado é o temor do homem ruim”.  

    O ato de Jardim é lastimável e mais ou menos compreensível; o de Valdeny, além disso é reprovável e inoportuno!  

    Jardim acalorava-se no debate em confronto a colega que insultava Bolsonaro e seu gesto, em apoio ao que soltava dos lábios, pode ser até tolerado por duas razões: primeiro, por ter formação militar e, em assim sendo – mesmo estando por enquanto vereador – erroneamente a arma continua sendo instrumento de trabalho. E em segundo lugar, porque nunca de ninguém escondeu a paixão que nutre pelo Chefe da Nação - um ardoroso defensor da Pátria armada.  

    O caso de Valdeny é o oposto, primeiro porque mostra que seu rosto de menino bonzinho sempre camuflou o fervor que agora revela por arma de fogo. E depois porque ao postar o treino de tiro ao alvo em redes sociais consente a necessidade de portar arma como escudo para prováveis investidas, tendo na Câmara Municipal abrigo e refúgio.  

    Lá em João Pessoa, na tentativa de diminuir o impacto da arma de Tarcísio Jardim exibida em sessão ordinária, o presidente Dinho Dowsley (AVANTE) contemporizou que o colega não tinha feito ameaça a qualquer pessoa durante o seu discurso e que tão somente rebatia críticas de que apoiadores de Bolsonaro, como ele, usam uam Bíblia de dia e uma arma à noite.  

    Sem censura explícita ao vereador, o presidente da Casa Napoleão Laureano pediu ao colegiado para que os ânimos fossem acalmados e sentenciou sem muito convencimento que os membros da Casa que dirige majoritariamente defendem “o debate justo e pacífico”.  

    O caso de Jardim foi reforço de argumento; o de Valdeny pura ostentação. E embora um e outro sejam vergonhosos e intoleráveis, pesa mais sobre o campinense essa volúpia de mostrar ao eleitorado que, aprendendo a atirar, a arma dos seus sonhos como assim aconselha o ídolo do Palácio do Planalto lhe fara mais homem  que os demais  vereadores.  

    Mas é interessante que o presidente Marinaldo Cardoso, com a humilde elegância dos seus gestos de ponderado legislador, desarme Valdeny o quanto antes – da arma em punho e do noviço espírito bélico!  

    De minha parte, um único pedido ao aluno de Bolsonaro: “volte a trabalhar, porque tiro ao alvo não cola mais nem em parque de diversão”.    

    VEREADOR DO TIRO AO ALVO   

    Eleito pelo DEM em Campina Grande, o vereador Valdeny Santana tinha tudo para desempenhar um mandato acima da média, considerando o baixíssimo nível do atual colegiado, não muito diferente do anterior considerado o pior da História.  

    Ele até que se esforçou para mostrar isso nas primeiras entrevistas, demarcando bom terreno ao avisar das suas pautas desenvolvimentistas voltadas para a criação de emprego e renda.  

    Bancário, servidor do Banco do Brasil, Valdeny tem cancha para esse debate.  

    Mas derivou dele, depois de empossado, embevecido que está com a enganosa certeza de que o mandato veio para ser eterno, o que continua sendo um ledo engano para todos aqueles que, como ele, assim imaginam.   

    À falta do que fazer em plenário ou fora dele, nesses tempos difíceis da pandemia do coronavírus, o jovem edil anda agora na contramão de sí mesmo e seu mandato deixou de ser dele ou do povo, para simplesmente não mais existir.  

    Mas nada a ver, entretanto, com a ação que corre na Justiça Eleitoral que pode tirá-lo da cadeira precocemente por ilícitos partidários investigados em relação à cota de gênero no processo eleitoral em que saiu vitorioso.  

    Valdeny, pelo menos para mim que o conheço desde quando ele competentemente assessorava João Dantas ao tempo em que exercí o mandato de vereador, é um bom rapaz, bem antenado e com uma visão bastante nítida do que vem a ser um Poder Legislativo municipal.  

    Por isso, diferentemente da grande maioria dos colegas de Casa, é o único dos novatos a não poder errar. Porque conhece bem do riscado e teria que dar exemplos e aulas aos leigos que ganharam assento nesta atual legislatura.  

    Lamentavelmente, não é o que vem acontecendo!  

    chamando-o de mito!  

    Bolsonarista depravado, quero dizer DECLARADO, o parlamentar esquece que não foi para isso que o seu eleitorado lhe botou na Câmara. Ou mais: que não foi exatamente, ao que se sabe e salvo segredos de alcova, Bruno Cunha Lima quem lhe deu os votos necessários para lá chegar!  

    Valdeny pode dar um freio nas vaidades, inerentes a quem não se mostra humildemente apto para a envergadura do exercício pleno de um mandato parlamentar.  

    Acaso o DEM em Campina Grande não venha a ser alvejado pela afiada espada da justiça, degolando o seu mandato, há tempo para ele pensar nele e nele se programar...  

    Precisa também se assessorar de gente qualificada; de escutar mais velhos; de elevar os braços a Deus e em juramento secreto garantir que trabalhará para o povo e não para sí tão somente.  

    O resto virá por osmose!  

    Fiz este preâmbulo elástico assim para censurá-lo, mas CENSURA amiga. Espécie de corretivo que muita gente que lhe arrodeia tem medo de dar.  

    Ontem, em espécie de coroamento às avessas, Valdeny postou foto sua nas redes sociais com arma em punho. Achou que estava abafando!  

    Talvez, quem sabe, para imitar o vereador pessoense Tarcísio Jardim, do PATRIOTAS, que em debate durante sessão virtual da Câmara da Capital fez questão de mostrar um revólver, que na mesa botou junto a uma Bíblia.  

    Tarcísio rebatia na ocasião críticas feitas ao presidente Jair Bolsonaro, de quem igual a  Valdeny, é fã juramentado. Policial e professor de tiro, Tarcísio Jardim argumentou que um “homem de bem armado é o temor do homem ruim”.  

    O ato de Jardim é lastimável e mais ou menos compreensível; o de Valdeny, além disso é reprovável e inoportuno!  

    Jardim acalorava-se no debate em confronto a colega que insultava Bolsonaro e seu gesto, em apoio ao que soltava dos lábios, pode ser até tolerado por duas razões: primeiro, por ter formação militar e, em assim sendo – mesmo estando por enquanto vereador – erroneamente a arma continua sendo instrumento de trabalho. E em segundo lugar, porque nunca de ninguém escondeu a paixão que nutre pelo Chefe da Nação - um ardoroso defensor da Pátria armada.  

    O caso de Valdeny é o oposto, primeiro porque mostra que seu rosto de menino bonzinho sempre camuflou o fervor que agora revela por arma de fogo. E depois porque ao postar o treino de tiro ao alvo em redes sociais consente a necessidade de portar arma como escudo para prováveis investidas, tendo na Câmara Municipal abrigo e refúgio.  

    Pensará o nobre edil por acaso que a imunidade parlamentar existe para tais situações?   

    Lá em João Pessoa, na tentativa de diminuir o impacto da arma de Tarcísio Jardim exibida em sessão ordinária, o presidente Dinho Dowsley (AVANTE) contemporizou que o colega não tinha feito ameaça a qualquer pessoa durante o seu discurso e que tão somente rebatia críticas de que apoiadores de Bolsonaro, como ele, usam uam Bíblia de dia e uma arma à noite.  

    Sem censura explícita ao vereador, o presidente da Casa Napoleão Laureano pediu ao colegiado para que os ânimos fossem acalmados e sentenciou sem muito convencimento que os membros da Casa que dirige majoritariamente defendem “o debate justo e pacífico”.  

    O caso de Jardim foi reforço de argumento; o de Valdeny pura ostentação. E embora um e outro sejam vergonhosos e intoleráveis, pesa mais sobre o campinense essa volúpia de mostrar ao eleitorado que, aprendendo a atirar, a arma dos seus sonhos como assim aconselha o ídolo do Palácio do Planalto lhe fara mais homem  que os demais  vereadores.  

    Mas é interessante que o presidente Marinaldo Cardoso, com a humilde elegância dos seus gestos de ponderado legislador, desarme Valdeny o quanto antes – da arma em punho e do noviço espírito bélico!  

    De minha parte, um único pedido ao aluno de Bolsonaro: “volte a trabalhar, porque tiro ao alvo não cola mais nem em parque de diversão”.    

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