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30.06.2013 - 07:29
As manifestações do povo e o coroamento da estupidez
Por EILZO MATTOS*
Recente pesquisa de opinião detalhou a irreversível queda de popularidade da presidente Dilma, em razão do seu mau governo. Submetida aos propósitos dos “Intelectuais ungidos” (babões) que a assessoram, e dada a sua incorreta e incompleta visão da nova sociedade, em nível planetário, mostrou-se incapaz de entender a nova r...ealidade brasileira. Resultado: escuta, sabe e dissimula, recua; fala, grita e não a escutam.
O povo está nas ruas, eis o problema, e mostra que agora, povo é povo mesmo, sem bandeiras, panfletos e siglas, distinções, diferenças, inclusões e outras palavras de efeito. Gays, lésbicas, negros, cadeirantes, quilombolas, etc., participam da reclamação geral, afinal são pessoas. Evidenciou-se que não os protege a legislação especial, mera forma de caridade. Eles sempre coexistiram, disputaram espaço, e o país seguia na rota histórica do desenvolvimento, com as suas contradições e injustiças inerentes, corrigidas em seu tempo. Cidadania é a realização da ética com amparo na democracia, no império da lei. O que Dilma, forjada na luta, esquecera.
Pouco adiantou para a governante, a advertência do seu companheiro Tasso Genro, um dos criadores do PT, da tese dos novos sujeitos sociais, advertindo: “São os novos sujeitos sociais. São pessoas que jamais aceitarão ficar à margem de um processo de demanda”. A corrupção, a insegurança, a precariedade dos serviços públicos, aí está a origem das demandas. Este é o seu protesto. Independente de idade, renda, nível escolar, as pessoas apontam o dedo acusador, gritam denuncias.
Não adianta tentar particularizar e indicar fatos, trata-se da falência do modelo de governo, que se transmutou, no exercício do poder por um grupo somente. Não vale mais. Vem de Lula, que tentou aplicar regras restritas do sindicalismo, que cuida especificamente de direitos próprios de categorias profissionais, à gestão governamental que trata do interesse e do bem estar geral da população.
Deixaram de lado o consenso, que sustenta a democracia entrevista por Norberto Bobbio, e a equidade que define a origem dos direitos constitucionais, e também demo-cráticos, de que fala John Rawls. Preferiram a força, chegaram ao Mensalão.* Ex-deputado, escritor, intelectual.