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12.08.2015 - 03:29
Vereador questiona contrato da PMJP com empresa
O vereador Renato Martins (PSB) questionou o contrato entre a Gestão Municipal e a empresa Revita, responsável por serviços de limpeza urbana na Capital. Ele discutiu o assunto na sessão ordinária desta terça-feira (11), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), alegando que a companhia é uma das envolvidas na operação Lava Jato, escândalo que envolve a Petrobras. O parlamentar ainda declarou que vai encaminhar a denúncia ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) e alguns de seus pares chegaram a sugerir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Lixo na CMJP.
Renato alegou que quem trouxe a Revita para João Pessoa foi o prefeito Luciano Cartaxo (PT), informando que a organização teria cedido dinheiro ao advogado, político e ex-ministro do Governo Lula, José Dirceu, e ao empresário e doleiro Alberto Youssef. Ambos são investigados como suspeitos no escândalo da Lava Jato. “Quem de fato colocou a Revita em João Pessoa foi a Gestão Cartaxo. Quem está dizendo que José Dirceu é funcionário da Revita é a Justiça junto à quebra de sigilo bancário e fiscal. O que se comenta é que após a eleição de 2012, a Revita trouxe para João Pessoa equipamentos em desuso na cidade de Salvador (BA). José Dirceu foi assessor da Revida e Alberto Youssef foi beneficiário dessa empresa, chegou a receber 600 mil sem trabalhar”, alegou Renato.
O parlamentar destacou que a Revita tem como pagadores os contratos como o que tem com a Prefeitura de João Pessoa. “Hoje é a empresa de limpeza urbana que mais recebe na Capital e tem participação na coleta de lixo em João Pessoa. Faz limpeza, coleta, capinação, entre outros. No primeiro mês da Gestão Cartaxo, ele fez um contrato emergencial para que a Revita atuasse na Capital. Após isso, o Tribunal de Contas deferiu que esse processo seria irregular”, comentou Renato. A ligação que o parlamentar fez entre a Revita, José Dirceu e Alberto Youssef foi embasada na denúncia de que estes seriam funcionários de luxo, com benefícios financeiros, na organização. “A Revita pagou R$ 120 mil em 2009 e R$ 218 mil em 2010 a Dirceu. Na CPI da Lava Jato, em depoimento, a contadora de Youssef admitiu ter recebido R$ 600 mil da Revita em notas frias, em 2014, dinheiro que era distribuído para políticos”, afirmou Renato Martins. O vereador ainda lembrou que a Revita responde a vários processos na América do Sul, como na Venezuala e Peru. “Responde no Rio Grande do Sul por pagamento de propina a prefeitos. O Mesmo ocorre em Teresina (PI). Quem afirma que recebeu R$ 600 mil da Revita foi a contadora de Alberto Youssef, Meire Poza. Não há nenhuma dúvida que José Dirceu tem relação com a Revita.
A empresa está apontada na Lava Jato e José Dirceu também, por isso que devem-se explicações a esta Casa”, defendeu Renato. Apartes: denúncia seria requentada Bira (PT) comentou que os 70% de aprovação de Cartaxo ainda estaria incomodando e iria aborrecer ainda mais. “Acho melhor que aprove-se um requerimento para que o vereador Renato vá depor na CPI da Petrobras. Essa denúncia é requentada, pois desde o primeiro ano da Gestão Municipal, tentam fazer relações entre Dirceu e Cartaxo mas não se consegue provar nada”, defendeu. Vereadores falam em CPI do lixo em JP “Será que com a dissolução dos contratos com a Revita em outras cidades do Brasil, devemos esperar que isso aconteça em João Pessoa? Será que esta Casa não deveria estabelecer uma CPI do lixo? Temos apenas 1% de coleta seletiva em João Pessoa.
Quanto mais lixo não for coletado seletivamente, quanto mais for para o aterro sanitário, mais as empresas de coleta vão ganhar para, muitas vezes, até financiarem campanhas, como acontece em outros locais do País”, argumentou Lucas de Brito (DEM). Por sua vez, Raoni Mendes (PDT) disse que há indícios muito fortes da ligação de Dirceu com a Gestão Petista. “Precisamos retirar o lixo de debaixo do tapete, assim como o Brasil está fazendo com outras instâncias. José Dirceu se encontra preso, ele é um mal para nosso País. Como a Revita chegou a João Pessoa? Qual a sua relação com José Dirceu? Isso é muito sério. Precisamos sim fazer o papel de investigação. É importante solicitar ao Tribunal de Contas que tragamos esses contratos para cá”, opinou.
Haryson Alves/jampanews