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26.10.2015 - 16:37
Veneziano foge da CPI do Rego e tenta desqualificá-la
Ao seu melhor estilo gongórico e vazio, como uma voz à procura de uma mente coerente, o ex-prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB) voltou a atacar a CPI instalada na Câmara Municipal de Campina Grande para apurar os desvios de dinheiro durante sua administração. Para ele, são denúncias requentadas promovidas por adversários políticos, quando se sabe que as acusações de empresas fantasmas recebendo milhões e repassando para sua campanha política foram feitas por um ex-auxiliar de total confiança, o tesoureiro Renan Trajano, denúncias essas todas documentadas. Veneziano não explica, por exemplo, o porque de não ter ainda comparecido à CPI para desfazer as denúncias, não obstante inúmeros pedidos feitos neste sentido pelo presidente da Comissão, vereador João Dantas. Não explica o fato de os supostos donos das empresas beneficiadas na sua gestão estarem foragidos, esquivando-se de ir à Câmara e explicar como é que faturaram milhões por obras não realizadas. Veneziano, com todo o floreio verbal, incorre propositalmente em falta de verdade em apontar que denúncias contra a sua gestão vem de adversários políticos. Na verdade, as inúmeras ações que tramitam nas altas Cortes contra ele e auxiliares foram movidas pelo Ministério Público, a maioria versando sobre atos de improbidade administrativa, uma marca presente na sua administração. A Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada pela Câmara Municipal de Campina Grande apura denúncias feitas pelo ex-tesoureiro Renan Trajano à Folha de São Paulo e toda imprensa paraibana, abordando desvio de dinheiro de obras não realizadas, por parte de empresas de fachadas, com parte dos recursos supostamente repassados para campanha de Veneziano e seus familiares. Renan, que também fez relato com igual teor ao Ministério Público, confirmou tudo perante a CPI, exibindo documentação comprobatória das denúncias, apontando números, pessoas e volares. Para o presidente da CPI, João Dantas, o "escândalo" para ele não era novidade. João lembrou que durante os oito anos da administração de Veneziano ele na Câmara Municipal, quase que diariamente, denunciava os atos de improbidade, de pagamento em duplicidade e outras ações nada republicanas do grupo político na Prefeitura, para irrigar, financeiramente, suas campanhas: "Naquela época eu falava sozinho, denunciando o "Regoduto"; aquela prática escusa de compra e venda de empenhos, uma triangulação imoral, que sangrava os cofres públicos de Campina Grande", lembrou João Dantas acrescentando que, pelas circunstâncias, as denuncias não surtiam os efeitos desejados.
Fonte: Assessoria João Dantas