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  • 08.03.2015 - 09:26

    Sem 'rabo preso', Hugo Motta diz que a CPI se aprofundará na investigação

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     O deputado federal Hugo Motta (PMDB), presidente da CPI da Petrobrás, afirmou em entrevista ao programa Tambaú Debate que não irá acionar, no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, os parlamentares Edmilson Rodrigues e Ivan Valente (ambos do PSOL), após um bate-boca ocorrido na última quinta-feira, em razão do anúncio de sub-relatorias para acompanhar os desdobramentos do trabalho da comissão.

    "Ao assumir essa difícil missão, sabia que iria enfrentar pressão forte. Estava preparado. O que aconteceu ontem, sobre uns encaminhamentos feitos por nós, foi que um deputado foi desrespeitoso comigo e com a função a qual exerço. Ele me desrespeitou e eu reagi, como reagirei sempre que for desrespeitado e sempre que for colocado em xeque o funcionamento da CPI e da autoridade que o cargo me compete ter", respondeu.

    Motta afirmou que os trabalhos da CPI vão continuar, e se diz tranquilo por não ter "rabo preso" com nenhuma pessoa ou fato envolvido nas denúncias. "Não tinha motivos pra não aceitar. Não tenho ligação com quem quer que seja que possa interferir no andamento das investigações. Alguns tiveram oportunidade de ser [presidentes da comissão] e não aceitaram. Se o motivo fosse receio, eu não tenho nenhum", garantiu.

    O parlamentar afirma, ainda, que pretende fazer um trabalho do qual a sociedade brasileira e paraibana enxerguem que a CPI quer se aprofundar nas investigações e fazer diferente de outras CPIs que já passaram pelo Congresso. "Criamos as quatro sub-relatorias que o PT não queria, mostrando nosso comprometimento. Sugerimos a contratação de empresa internacional para fazer a busca de ativos, recuperar o dinheiro do povo brasileiro que está escondido em contas no exterior, e contribuir pra que a Petrobrás saia desse mar de denúncias", revelou.