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Notícia > Política

  • 30.03.2016 - 05:47

    Professores da Capital resolvem deflagrar greve por tempo indeterminado


    Reunidos em assembleia, na tarde desta terça-feira, os trabalhadores em educação de João Pessoa, decidiram suspender as atividades esta semana e deflagrar greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda-feira. A categoria decidiu ainda, criar um grupo específico dentro do Comando de Greve, para apurar e denunciar práticas de assédio moral que já estariam ocorrendo nas escolas.

     
    Após a assembleia, centenas de trabalhadores realizaram no anel externo do Parque Solon de Lucena o primeiro de uma série de atos públicos, com vistas a chamar a atenção da sociedade para o descaso e descompromisso por parte do prefeito Luciano Cartaxo com a categoria e a educação, que ignorou a pauta de reivindicações encaminhada pelo Sintem-JP desde janeiro passado.
     
    Clima de revolta
     
    O clima, que já era de revolta, diante da ausência de qualquer contraproposta ao índice de reajuste salarial determinado pelo MEC ou até uma reposição com base na inflação acumulada ao longod e 2015, de 10,67%, foi agravado pelo anúncio feito pelo prefeito, de "aumento" a um pequeno grupo de 500 professores polivalentes.
     "Na realidade, isso nada mais foi que o pagamento a 83 professores efetivos que têm como a titulação o magistério a nível médio, que não recebiam o piso salarial nacional e agora passarão a receber porque é lei. Os 417 professores polivalentes, prestadores de serviço, que também têm uma carga horária de 25 horas e não estão recebendo o piso nacional salarial também serão contemplados. A Prefeitura não está atendendo nenhuma reivindicação, está apenas cumprindo sua obrigação legal", esclareceu Daniel.
     
    Reajuste Zero
     
    Ele destacou que, em contrapartida, uma média de 7.500 profissionais em educação, terá 0% de acordo com essa proposta de reajuste da Prefeitura, fato inédito na história da categoria. "No primeiro ano, recebemos menos que o índice indicado pelo MEC;  no segundo ano, menos que a inflação e nesse terceiro ano, 0% de reajuste. Esse tem sido o pior prefeito em relação a reajuste para o funcionário da educação. Durante governos passados, como o de Ricardo Coutinho e Luciano Agra, sempre tínhamos reajuste acima do índice do MEC e agora nem a inflação Cartaxo quer repor", concluiu.
     
    Há um ano, essa forma de tratamento por parte da edilidade motivou a deflagração de um movimento paredista que durou 15 longos dias. (jampanews)