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Notícia > Política

  • 20.04.2015 - 05:20

    PMDB já articula candidatura própria para presidente em 2018


     São Paulo - O maior aliado do governo petista já está pensando no futuro, mesmo com apenas alguns meses de segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

    O PMDB, que não tem candidato próprio a presidente da República desde 1984, está se articulando para 2018. Para muitas figuras do partido, isso seria essencial para a vitalidade da sigla.

    Entre os nomes que aparecem, o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes, o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara Eduardo Cunha.

    A janela em 2018 é óbvia. O PT está extremamente desgastado e pode chegar pior em quatro anos. Se o PMDB, que sempre esteve do lado do partido da posição, não deseja sair do topo do poder, é hora de abandonar o barco e nadar por conta própria.

    MSN

    Membros do partido também acham muito improvável que Lula seja candidato em 2018 e o PT, portanto, não teria nenhum outro nome forte para garantir mais quatro anos no Planalto - e a vice-presidência.

    Entre as dificuldades do projeto, estão a difícil missão de unificar o partido (que tem líderes regionais fortes, cada um tentando se projetar mais) e a necessidade de definir uma linha política clara.

    Nesse sentido, a dificuldade gira em torno da polaridade vista nas últimas eleições: sempre um partido da posição contra um outro da oposição, sempre PT e PSDB. O PMDB teria problemas em se definir: somos contra o governo? Ou a oposição? Agora somos contra o PT? Por que somos diferentes da oposição tucana?

    O líder do partido na Câmara, o deputado Leonardo Picciani (RJ), defendeu a candidatura própria em 2018.

    "Todo partido almeja chegar à presidência da República. Sou defensor de que o PMDB possa construir um projeto de candidatura e apresentar ao Brasil", disse.

    Em 2014, o líder nacional do partido, Michel Temer, já tinha dito que a intenção da sigla era essa.