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Notícia > Política

  • 24.01.2018 - 06:21

    Oposição sem discurso e sem projeto transfere para fevereiro a indicação de candidato


     O governador Ricardo Coutinho pode sim esfregar as mãos de satisfação e rir aquele riso frouxo que só em raríssimas oportunidades exibe. Nada poderia ir melhor do que o cenário que se desenha a sua frente onde uma oposição sem expressão e sem credibilidade bate-cabeça na desesperada tentativa de reunir os frangalhos de uma aliança construída para uma disputa municipal que se mostrou exitosa muito mais por falhas de estratégia de marketing do candidato socialista que propriamente por densidade eleitoral dessa oposição.

     
    Ricardo só pode estar comemorando o clima de desavença entre os adversários que até aqui nem apresentaram candidato muito menos um projeto de governo convincente e consistente que possa se contrapor ao projeto socialista em andamento e que pretende ter continuidade.
     
    Além do mais, os arautos da oposição ostentam uma trajetória de vida que explica porque perderam o poder. Não será através de declarações de políticos do naipe de Ruy Carneiro e Manoel Junior que a oposição há de convencer o eleitor que haverá mudança na política do estado.
     
    Ambos são por demais conhecidos e o que exprimem repercute de forma negativa em razão do que já fizeram representam e é do conhecimento público. 
     
    O presidente estadual do PSDB é e continua sendo um forasteiro até pela insistência do sotaque carioquês que conserva e que o aproxima muito daquela turma que prolifera nos morros cariocas, características que não lhe credencia muito falar em nome do povo paraibano.
     
    O vice de Cartaxo dispensa apresentação, porque ela já foi feita pelo endiabrado Ciro Gomes e teria sido suficiente para queimá-lo na indicação para um Ministério quando ainda incensava e idolatrava Dilma Rousseff a quem depois trairia miseravelmente como está registrado nos anais políticos recente faceta do seu caráter que também alcançou Eduardo Cunha e que deve atingir Cartaxo assim que esse lhe der as costas.
     
    Essa essência moral dos oposicionistas estaria reforçando a confiança do governador nas possibilidades do seu candidato já que todo esse arsenal de deslizes  comportamentais há de ser ressaltado em palanque eleitoral para que o eleitor possa avaliar quem é quem nessa disputa pelo Governo do Estado.
     
    Restaria como reserva moral de uma oposição carente desse atributo figuras como José Maranhão, mas esse já está determinado a traçar sua própria via e seguir como protagonista do processo deixando as cassandras pregando no deserto para onde foram banidos pelo repúdio popular.
     
    Os desencontros e os desacertos são tantos no arraial da oposição que o que seria para janeiro foi transferido para fevereiro e até lá não se sabe o que poderá ocorrer diante de um cenário tão conturbado e com a participação de tanta gente sem expressão e sem idoneidade a querer oferecer um “projeto” de governo ao povo paraibano.
     
    Medindo o tamanho dessa oposição representada por essas personalidades controvertidas compreende-se porque Ricardo tem se manifestado tão confiante para disputar com um candidato sem batismo de fogo e sem jogo de cintura. (jampanews)