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  • 27.02.2026 - 08:01

    O ministro André Mendonça já havia autorizado a quebra de sigilo de Lulinha


    André autorizou quebra do sigilo em janeiro André autorizou quebra do sigilo em janeiro

    A quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, aprovada ontem, quinta-feira (26.fev.2026), pela CPMI do INSS, já havia sido determinada um mês antes pelo Supremo Tribunal Federal. Em janeiro, o ministro André Mendonça autorizou pedido da Polícia Federal para acessar dados bancários, fiscais e telemáticos do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Mendonça é o relator no STF da investigação que apura fraudes em descontos aplicados a beneficiários do INSS. A decisão colocou sob análise judicial movimentações financeiras, declarações fiscais e comunicações eletrônicas de Lulinha.

    Ao autorizar a medida, o ministro determinou que provedores de internet preservem os e-mails vinculados a Lulinha pelo tempo necessário às investigações. A ordem teve como objetivo evitar perda de dados e assegurar a integridade das provas.

    Documentos preliminares da Polícia Federal apontam indícios de que o filho do presidente poderia ter recebido repasses mensais de R$ 300 mil ligados ao esquema investigado. A suspeita envolve recursos desviados de aposentados e pensionistas.

    O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, é apontado como possível responsável pelos pagamentos. Ele está preso desde setembro de 2025.

    Além do inquérito do INSS, Mendonça também relata no Supremo o processo envolvendo o Banco Master, liquidado extrajudicialmente pelo Banco Central e investigado por suspeita de uso de títulos de crédito irregulares.

    Indicado ao STF pelo então presidente Jair Bolsonaro em 2021, o ministro passou a conduzir um dos casos mais delicados do atual cenário político ao autorizar a quebra de sigilo do filho do presidente da República.

    A decisão judicial coincidiu com declarações públicas de Lula sobre o tema. Em dezembro de 2025, afirmou que eventual envolvimento de seu filho seria investigado. Em fevereiro de 2026, declarou que, se houver irregularidade, ele “vai pagar o preço”.

    Lulinha nega qualquer participação em ilícitos. Seu advogado, Marco Aurélio de Carvalho, classificou as citações ao nome do empresário como tentativa de atingir a família do presidente.

    Fonte: horabrasília / Foto: Agência Senado