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  • 22.11.2025 - 07:53

    Moraes manda prender quem já está preso e Bolsonaro é levado para Superintendência da PF


    Bolsonaro segue perseguido implacavelmente Bolsonaro segue perseguido implacavelmente

    Parece inacreditável, mas para fazer sua supremacia, seu poder de força e comando, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, mandou prender quem já está preso há mais de três meses, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sob alegação de “garantia da ordem pública”.  Vigiado 24horas em sua residência por agentes da Polícia Federal, Bolsonaro foi levado nas primeiras horas de hoje para a superintendência da Polícia Federal. Seus advogados já estão tomando providências para tentar reverter a situação. Confira matéria no portal Hora Brasília:

    A Polícia Federal prendeu o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na manhã deste sábado (22), em Brasília, após determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo decisão do magistrado, a prisão preventiva foi decretada “para garantir a ordem pública”, expressão que se tornou o centro da controvérsia.

    Bolsonaro foi detido por volta das 6h em sua residência, no Jardim Botânico, e levado à Superintendência da PF. Antes, passou por exame de corpo de delito no Instituto Nacional de Criminalística.

    Vigília convocada por Flávio Bolsonaro foi vista como ameaça

    Fontes da Polícia Federal afirmam que o gatilho para o pedido de prisão foi a convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio do pai. A corporação entendeu que a mobilização poderia gerar tumulto, interferir no cumprimento da ordem judicial e estimular atos que dessem aparência de resistência organizada.

    A PF sustentou que, com a convocação, havia risco concreto de “efeito multidão”, o que justificaria a adoção da medida mais extrema.

    “Garantir a ordem pública”: a justificativa usada por Moraes

    No despacho, Alexandre de Moraes escreveu que a prisão é necessária para preservar a ordem pública, impedir que “atos coordenados tumultuem o trabalho policial” e evitar novos descumprimentos de medidas impostas ao ex-presidente.

    A expressão — usada frequentemente em decisões de prisão preventiva — ganhou peso político imediato devido ao contexto: Bolsonaro está condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe, mas ainda não havia iniciado o cumprimento da pena porque sua defesa apresentava recursos.

    Moraes argumentou que:

    a convocação da vigília tinha potencial de gerar “aglomeração descontrolada”;

    havia risco de obstrução à atuação da Polícia Federal;

    Bolsonaro poderia estimular mobilizações que dificultassem a execução da pena.

    Com isso, autorizou a prisão preventiva antes mesmo do fim dos recursos pendentes.

    Defesa se mobiliza para tentar reverter decisão

    A defesa do ex-presidente prepara um novo pedido para mantê-lo em prisão domiciliar, alegando quadro clínico “incompatível com o cárcere”. O requerimento inclui seis doenças e risco de intercorrências súbitas.

    O STF ainda não se manifestou sobre eventual reavaliação das condições de custódia.

    Cenário político incendiado

    A ordem de prisão — motivada por uma vigília e fundamentada na “garantia da ordem pública” — amplia a temperatura política em Brasília:

    o bolsonarismo acusa perseguição;

    o Planalto monitora riscos de mobilização nacional;

    e o STF reforça que cumprirá “as etapas normais da execução penal”.

    A crise jurídica e política em torno da detenção deverá dominar a próxima semana no Congresso, no Judiciário e nas redes.

     

    Fonte/Foto: Hora Brasília/Poder360