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  • 05.11.2019 - 16:48

    ENCRENCADOS: STF autoriza depoimento de senadores e de Vital Filho

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    A Polícia Federal (PF) cumpriu na manhã desta terça-feira (5) mandados de busca e apreensão, e sequestro de bens. A operação foi autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

    A operação se refere a inquérito aberto em maio do ano passado para investigar supostos repasses de cerca de R$ 40 milhões da J&F a políticos do MDB durante a campanha eleitoral de 2014. A ação da PF mira supostos operadores do repasse. Fatos foram relatados em delação premiada fechada em 2017.

    Foram intimados a prestar depoimento sobre os fatos apurados na operação:

    Senadores: Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA);

    Governador do Pará, Helder Barbalho (MDB)

    Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo

    Ex-ministro da Fazenda Guido Mantega

    A defesa de Renan Calheiros afirmou que o senador "não foi alvo de operação. Entregaram uma simples intimação para prestar esclarecimentos. Nada mais que isso".

    A defesa de Eduardo Braga confirmou que o senador recebeu uma solicitação para prestar esclarecimentos. Segundo o advogado, o senador "sempre se colocou à disposição para colaborar com qualquer investigação".

    A assessoria de Jader Barbalho afirmou que o senador entrou em contato com a Polícia Federal para agendar uma nova data para prestar "todos os esclarecimentos necessários".

    Helder Barbalho afirmou, por meio de sua assessoria, que sua "campanha a governador foi realizada somente com recursos oficiais, devidamente registrados e aprovados pelo Tribunal Regional Eleitoral".

    A assessoria de Vital do Rêgo afirmou, por meio de nota, que o ministro "é o maior interessado em esclarecer os fatos e, portanto, atenderá a solicitação do depoimento, colaborando com a Justiça, como sempre tem feito".

    O ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, Guido Mantega, que também intimado a prestar depoimento, afirmou, por meio de nota, que já fez contato com autoridades para agendar comparecimento e que "prestará todos os esclarecimentos no interesse das investigações".

    Bancada do MDB

    As informações partiram das delações da J&F e de Sérgio Machado, da Transpetro. Nos depoimentos, Sérgio Machado disse ter chegado ao conhecimento dele que a JBS, empresa do grupo J&F, faria doações à bancada do MDB do Senado em 2014 no valor de R$ 40 milhões, a pedido do PT.

    Ainda de acordo com o delator, seriam beneficiados com a doação os senadores Renan Calheiros (AL), Jader Barbalho (PA), Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), Vital do Rêgo (PB), hoje ministro do Tribunal de Contas da União, Eduardo Braga (AM), Edison Lobão (MA), Valdir Raupp (RO) e Roberto Requião (PR), "dentre outros". Depois, a PGR retirou da investigação Jucá, Lobão e Requião. E acrescentou Guido Mantega e Hélder Barbalho.

    Ricardo Saud, por sua vez, afirmou – segundo a PGR – que houve pagamento de aproximadamente R$ 46 milhões a senadores do MDB, a pedido do PT.

    Segundo o delator, apesar de diversas doações terem sido realizadas de forma oficial, "tratava-se de vantagem indevida, uma vez que dirigentes do PT estariam comprando o apoio de peemedebistas para as eleições de 2014 como forma de assegurar a aliança entre os partidos". (G1)