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Notícia > Política

  • 22.10.2015 - 08:47

    Depois do escândalo do lixo, Prefeitura pode deixar cidade às escuras por falta de pagamento


    Enterrado sob uma montanha de lixo de mais de 200 mil toneladas, acometido de infecção generalizada na rede pública de saúde, agora vem a Energisa e ameaça cortar a luz de vias públicas cuja iluminação é de plena responsabilidade do prefeito e cujo débito se arrasta desde janeiro deste ano e já alcança a cifra de R$ 300 mil.

     
    Um verdadeiro curto-circuito que pode queimar de vez a imagem do prefeito e deixa-lo na escuridão do esquecimento popular, o que seria bastante desastroso diante da aproximação das eleições.
     
    Cartaxo bem que podia visitar Mãe Renilda cujos poderes amplamente demonstrado na gestão de Ricardo revelou-se capaz de iluminar e guiar com segurança os passos do Mago na política paraibana. 
     
    Com um azar desse só vai à base de sal grosso, aroeira e muita batida de bumbo. Axé!
     
    PMJP deve R$ 300 mil de iluminação pública e Energisa ameaça cortar fornecimento
     
    A representante da Prefeitura de João Pessoa afirmou desconhecer responsabilidade e em até 15 dias deve ser apresentada uma solução
     
     
    A Agência Reguladora da Paraíba (ARPB) realizou, na tarde desta quarta-feira (21), uma audiência de conciliação entre a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) e a Energisa. Isso porque, desde janeiro, a PMJP não efetua os pagamentos referentes à taxa de iluminação pública de 12 trechos da BR 230, na Capital.
     
    Nesses 10 meses, a Prefeitura acumula uma dívida de aproximadamente R$ 300 mil junto à Energisa, que empresa estipulou um prazo de 15 dias para que o pagamento seja regularizado, sob pena de corte.
     
    Pelo que o Paraíba Já apurou, o Procon Estadual recomendou que a Energisa não interrompa o fornecimento, para não deixar às escuras os trechos e, consequentemente, prejudicar a mobilidade urbana e a segurança pública.
     
    Audiência
     
    A audiência conciliação contou com a participação do presidente da ARPB, Ramalho Leite, e representantes da Energisa, Procon Estadual, Polícia Rodoviária Federal e Prefeitura de João Pessoa.
     
    De acordo com Ramalho Leite, é preciso que as partes assumam suas responsabilidades. “Existem 12 trechos das rodovias federais que cortam João Pessoa que são de responsabilidade da Prefeitura e agora a Energisa está ameaçando cortar a iluminação. A empresa nos comunicou que, se a Prefeitura não pagar os débitos, vai cortar a energia”, revelou o presidente da ARPB.
     
    “O Procon acha que a Energisa não pode fazer o corte. O parecer deles foi no sentido de que se a Energisa fizer o corte, vai ser multada, como também a Prefeitura poderá ser multada porque não está assumindo sua responsabilidade. Não se pode deixar a entrada do Hospital de Trauma, da Universidade Federal no escuro”, completou Ramalho.
     
    Intervenção da ARPB
     
    Ramalho informou que a Energisa pediu intervenção da ARPB para solucionar o problema, já que a Prefeitura de João Pessoa não vinha dando nenhuma perspectiva de resolução. “Desde janeiro que isso vem rolando. A Energisa deu um prazo de 15 dias e, como a não foi cumprido, a empresa pediu a intervenção da Agência Reguladora, para a gente tentar conciliar as partes”, disse.
     
    “O caso de João Pessoa é que as redes (de iluminação) estão funcionando e estão sem dono, o consumo está sem responsabilidade de ninguém. De acordo com a Aneel, a responsabilidade é municipal. Essa reunião foi para isso, para cobrar responsabilidade da Prefeitura”, completou Ramalho.
     
    A defesa da PMJP
     
    Ainda de acordo com o presidente da ARPB, a representante da PMJP, Andrea Targino Chaves, assessora jurídica da Secretaria de Infraestrutura, alegou que o órgão desconhecia que era de sua responsabilidade o pagamento pela iluminação desses trechos rodoviários.
     
    “Ela explicou que a responsabilidade no pagamento era da Secretaria de Administração. Acertamos que em 15 dias eles terão que dar uma solução para o problema e qual seria a posição do Município de João Pessoa. O débito está em aproximadamente R$ 300 mil e, mensalmente, não chega a R$ 25 mil por todos esses trechos”, revelou.
     
    Os trechos da ‘discórdia’
     
    O presidente da ARPB revelou que os 12 trechos da BR 230 em questão são os seguintes: KM 27, em frente ao Cimento Poty; KM 28, em frente ao conjunto Boa Esperança; KM 24, que é a entrada do Geisel; KM 23, em frente ao Unipê; KM 22, próximo ao posto Ipiranga; KM 21, em frente a UFPB; KM 20, viaduto da UFPB; KM 19, vizinho ao posto de combustível do Castelo Branco; KM 15, próximo à Faculdade Asper; KM 16, próximo a Fiori; KM 15, próximo a Cavalcanti Primo; e KM 17, próximo ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena.
     
     

    Fonte: Redação/portais/jampanews