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  • 12.08.2019 - 14:00

    Cientistas e o enigma de sinais de rádio vindos do espaço

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    Com duração de milésimos de segundo, sinais de rádio ultrafortes e ultrabrilhantes oriundos de pontos a bilhões de anos-luz chegam continuamente à Terra. A origem das chamadas rajadas de rádio rápidas (FRBs, na sigla em inglês) é tão enigmática que alguns até as atribuem a civilizações alienígenas.

    A especulação sobre esses sinais corre solta, e alguns cientistas não descartam que inteligências extraterrestres sejam responsáveis por eles. Um estudo recente, publicado na revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society” e abordado no site Live Science, usa a inteligência artificial para tentar desvendar o mistério.Desde que a primeira FRB foi descoberta em 2007, a partir de dados registrados em 2001, tem havido um esforço contínuo para definir sua fonte. Mas as FRBs chegam em locais e horários aleatórios, e a tecnologia humana e os métodos de observação existentes não têm preparo adequado para detectá-las.

    Wael Farah, aluno de doutorado da Universidade de Tecnologia de Swinburne, em Melbourne, (Austrália), desenvolveu um sistema de aprendizado de máquina que reconheceu as características de FRBs quando elas chegaram ao Observatório de Rádio Molonglo da Universidade de Sydney, perto de Canberra. Com isso, o telescópio Molonglo conseguiu detectar FRBs e gravá-las em detalhes, produzindo os melhores registros desses sinais até hoje.

    Baseados nesses dados, os pesquisadores previram que entre 59 e 157 FRBs teoricamente detectáveis se espalham pelos céus da Terra a cada dia.Os cientistas também usaram essas detecções imediatas para caçar explosões relacionadas em dados de telescópios ópticos, de raios X e outros tipos de radiotelescópios, na expectativa de descobrir algum evento visível ligado aos FRBs. Não encontraram nada nesse sentido.

    A pesquisa mostrou, porém, que um dos traços mais peculiares das FRBs parece ser real: os sinais não se repetem no mesmo ponto. Cada um deles parece ser um evento único no espaço.

    Fonte: Planeta