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25.02.2018 - 05:21
Cássio ministra a velha receita de golpes e rasteiras para tomar a PMJP
Uma ala próxima ao prefeito Luciano Coutinho, ou se por ingenuidade, o que não é permitido em político, ou se por má fé, por que ninguém pode avaliar até onde chegou a influência perniciosa do vice, ainda alimenta uma esperança sobre Cartaxo se lançar candidato desde que Cássio e Manoel Junior confirmem disposição para honrar os acordos firmados e em discussão.
Essa corrente de esperançosos lembra muito a história do sapo e do escorpião para atravessar o rio, quando, depois da travessia, o venenoso animal picou o crédulo batráquio e reafirmou sua natureza.Seria bom que essa corrente de esperançosos na remissão humana desse um passeio, mesmo que breve, na história política da Paraíba para refrescar a memória relendo o noticiário dos acontecimentos que envolveram personagens como Cícero Lucena hoje alijado da política.Os fatos passados revelariam extraordinária coincidência com o rame-rame de hoje, onde um Cássio fiel as suas origens se prepara para atravessa Cartaxo para o outro lado do rio e, depois, obedecendo a sua natureza picá-lo, como já fez com várias outras personagens do mundo político, atirados ao inferno da desilusão e da decepção pelo canto de sereia do senador ainda afinado e sonoro capaz de atrair para os arrecifes marujos incautos como o prefeito da capital às vésperas de soçobrar nesse mar de entulhos para o qual está sendo tangido, caso não mude a rota de sua dourada e cobiçada embarcação.“Acabou o suspense. Depois de seis meses de especulações e acenos, Cássio Cunha Lima anunciou nesta segunda-feira, 11, que seu apoio para o Governo do Estado é de Ricardo Coutinho (PSB) como o abraço registrado em Bananeiras na quarta-feira passada já poderia sinalizar.Mais do que formalizar sua simpatia pelo prefeito de João Pessoa, Cássio colocou em xeque a pré-candidatura de Cícero Lucena (PSDB)”Acima um pequeno trecho de um noticiário dos idos de 2010 anunciando mais um golpe desferido pelo senador no amigo do peito e correligionário fiel, Cícero Lucena, embromado até a última hora para ser descartado depois em prol de Ricardo Coutinho.A rasteira que Cícero levou foi tão arrasadora e humilhante que o senador desencantou-se com a política e resolveu se dedicar a iniciativa privada. E esse é apenas um trecho dos muitos textos que se pode encontrar na internet mostrando o estilo Cássio de fazer política e que comprovariam a ingenuidade de Cartaxo e de seu grupo ao querer entregar a maior prefeitura do estado respaldado em acordos firmados com Cássio Cunha Lima, o rei das pernadas políticas.Se formos recapitular a história do senador ficará claro e transparente que ele se prepara para dar mais um golpe e dessa vez a vítima será Luciano Cartaxo abandonado assim que entregar a prefeitura nas mãos do não menos astucioso, Manoel Junior.Essa história, envolvendo Cartaxo, Manoel Junior e Cássio Cunha Lima, será mais uma crônica da traição anunciada e só quem não tem memória ou quem quer entrar para o Guinness World Records da credulidade humana pode acreditar nos dois, ambos, exemplos, dos mais emblemáticos do que existe de mais pérfido em política.E se não acreditarem nos fatos nada como bater um papo com Cozete Barbosa, Félix Araújo e tantos outros que engoliram a pílula dourada que Cássio costuma ministrar as suas vítimas.Um dos poucos sobreviventes dessas contendas políticas protagonizadas por Cássio seria o governador Ricardo Coutinho e, de certa forma, o senador José Maranhão, que parecem ter adquirido imunidade ao veneno do tucano. (jampanews)