Página inicial

Notícia > Política

  • 09.10.2015 - 02:45

    Cássio avalia que há ambiente para impeachment


    O líder do PSDB, senador Cássio Cunha Lima (PB), disse que foi aberto ontem o ambiente para discussão do impeachment da presidente da República Dilma Roussef. Ele se referiu à decisão do Tribunal de Contas da União, que rejeitou, por unanimidade, as contas do governo federal relativas ao exercício de 2014. Uma outra possibilidade seria a realização de novas eleições, prosseguiu Cássio. E essa se justificaria, segundo ele, devido à decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que acolheu manifestação do PSDB de impugnação do mandato eletivo da chapa da presidente da República. O líder do PSDB lembrou que as duas possibilidades estão previstas na Constituição.

     
    "O Brasil vive uma crise profunda e ela foi provocada pelo governo de Dilma Rousseff. Ela ganhou força em decorrência da postura deliberadamente adotada pela presidente de faltar com a verdade ao povo brasileiro durante o processo eleitoral, escondendo a realidade que era por ela sabida, de uma dificuldade econômica de grande proporção e para ganhar a eleição a todo custo, Dilma faltou com a verdade. A partir daí, ao invés de reconhecer erros ou de dirigir a palavra ao povo pedindo pelo menos desculpas, ela insistiu em falsear a verdade", declarou Cássio na tribuna do Senado. 
     
    "O governo vai continuar errando se mantiver o discurso de golpe, dizendo que o TCU é um colegiado político, que o Supremo erra quando decide contra o governo, que o TSE erra. Não tem nada de normal, tem algo muito estranho quando o mesmo governo perde numa mesma semana no Supremo, no TSE, no TCU, no Congresso Nacional e quando a presidente está aí mundo afora dizendo que nós temos que armazenar vento. Tem algo muito estranho acontecendo", declarou o senador.
     
    O tucano ressaltou a robustez do voto do relator do processo contra Dilma: "Foi um voto inconstável. A votação foi unânime e não houve nenhuma ressalva em relação ao voto do ministro Nardes. O governo é que tenta intimidar o tribunal, como vai continuar buscando a desqualificação da discussão", completou o tucano.