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Notícia > Política

  • 30.01.2017 - 14:32

    Cartaxo abandona a cidade, faz campanha política no interior e população do Colinas quer creche e posto de saúde funcionando


     A denúncia é grave e merece uma reflexão por parte da população pessoense e ação por parte do Ministério Público.

    No portal clickpb, a presidente Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap), Emília Correia Lima, disse que desde o mês de agosto de 2016 que a estatal tenta entregar à Prefeitura de João Pessoa uma creche e um posto de saúde no bairro Colinas do Sul, construídos pelo Governo do Estado.

    Pasmem os leitores que, por incrível que pareça, mas a prefeitura de João Pessoa não quer receber os equipamentos comunitários, que continuam fechados. Alheio ao clamor popular, o prefeito Luciano Cartaxo resolveu abandonar a cidade e percorrer o interior, alucinado com a ideia de disputar o governo do estado na campanha de 2018.

    Eis, na ítegra, a matéria denúncia:

    “Desde agosto de 2016 a Companhia Estadual de Habitação Popular (Cehap) tenta entregar à Prefeitura de João Pessoa uma creche e um posto de saúde no bairro Colinas do Sul, construídos pelo Governo do Estado. A prefeitura, no entanto, não quer receber os equipamentos comunitários, que continuam fechados.

    Tanto o posto quanto a creche são uma reivindicação antiga dos moradores do Colinas do Sul. A questão é que, por lei, a operacionalização compete ao Município, explicou a presidente da Cehap, Emília Correia Lima.

    Em ambos os equipamentos, tanto a creche quanto o posto de saúde, houve vistoria conjunta feita pela CEHAP e representante de cada Secretaria Municipal. Porém, só a Secretaria de Educação respondeu oficialmente não realizando o recebimento do documento. A Secretaria de Saúde ainda não respondeu o documento enviado pela Cehap.

    Érica Rocha, que mora nas proximidades dos equipamentos que não são utilizados, acredita que a efetivação dos serviços ajudaria muito os moradores do conjunto que foi inaugurado há cerca de seis anos. “Na minha rua mesmo tem três crianças de 3, 2 anos que estão sem estudar por causa de vaga e tem essa aqui bem pertinho”, destaca Érica. Ela também lembra o posto de saúde que “quando a gente quer ser atendido vai ali no Gervásio, e quando eles não querem atender manda a gente pro Cristo”.

    Já a dona de casa Marta Almeida, que mora quase em frente ao posto de saúde ainda fechado, disse que será muito bom quando o equipamento for aberto para não ter que sair de madrugada quando precisa de médico. "Quando eu preciso de uma consulta com um médico, eu vou para o posto Irmã Dulce ou para o Centro. Eu queria muito que funcionasse esse posto daqui", disse. 

    A Cehap teme que com o equipamento fechado haja alguma depredação ou invasão, como já aconteceu antes da reforma, quando até os vasos sanitários foram levados”.