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26.05.2026 - 10:38
Braço direito de Veneziano mija dentro de Uber, agride motorista e se recusa a pagar serviço
Alex Azevedo é homem de confiança de Vené
Mais um escândalo, desta feita a nível nacional, enlameia outra vez o já surrado curriculum do ex-secretário municipal Alex Azevedo, o então “todo poderoso” braço direito do senador Veneziano Vital do Rego quando foi prefeito de Campina Grande.
Indicado por Veneziano e nomeado pelo Presidente Lula para dirigir a poderosa Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Alex foi acusado por motorista de aplicativo em Brasília de agredi-lo com um soco e de urinar no banco de seu carro durante uma corrida com destino à Asa Norte, fato ocorrido na madrugada de 24 de junho do ano passado.
Extensa matéria publicada no portal ‘Metrópoles’ revela que o motorista, Vicente Matheus do Nascimento Rodrigues, de 31 anos, narrou o episódio em um vídeo publicado nas redes sociais.
O nome de Alex Azevedo foi aprovado pelo Senado para a ANTT pouco depois do episódio, em 20 de agosto de 2025. O portal identifica como “politicamente próximo do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) e de seu irmão, o ministro do Tribunal de Contas da União, Vital do Rêgo Filho”.
Segundo Vicente relatou nas redes sociais, o clima da corrida começou a se deteriorar quando Alex Azevedo o xingou por supostamente ter errado o caminho entre o Lago Sul e a quadra 214 Norte, destino do diretor da ANTT. Ainda de acordo com o motorista, o diretor estaria “totalmente embriagado”.
– “Na madrugada desse dia 24, eu peguei um passageiro ali do Lago Sul para a 214 Norte. Quando ele desembarcou, fui verificar se ele tinha esquecido algum objeto e notei que ele havia urinado no meu banco”, descreve Vicente em vídeo publicado no Instagram.
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– “Falei para ele que teria de pagar a higienização do meu veículo pelo dano que causou. Ele me agrediu primeiro. A gente ficou trocando algumas palavras, ele me agredindo verbalmente e eu tentando conduzir a situação da melhor forma”, afirma.
– “Quando ele mandou eu chamar a polícia, ele me agrediu com um soco e um pontapé. Enfim, para resumir a história, a gente chegou a um acordo para que ele pagasse a higienização e a minha diária parada. Ele ainda se achou no direito de querer ir para a delegacia, mas os policiais o orientaram e ele desistiu”, disse Vicente.
O motorista também publicou um vídeo da discussão com o diretor da ANTT, ao lado da portaria de um prédio residencial na 214 Norte.
– “Pessoal, o passageiro me agrediu aqui, ó, na 214 Norte. Me deu um murro na cara, está me chutando. O segurança aqui é minha prova. Me deu uma porrada na cara, urinou no meu carro. Olha como está a calça dele. Está me chamando de bandido, dizendo que eu quero roubá-lo. Eu sou bandido? O senhor me agrediu, né?”, diz Vicente na gravação.Na publicação, Vicente afirma que preferiu não reagir em razão da idade de Alex Antônio, de 62 anos. “Preferi não reagir para preservar a minha integridade. Porque a corda sempre quebra para o lado mais fraco”, declarou.
O portal procurou Vicente e Alex Azevedo. O motorista disse que estava em Goiânia e não poderia falar. Alex Azevedo não respondeu às mensagens nem atendeu às ligações.
DENUNCIADO POR CORRUPÇÃO
Em 2020, diz o texto do “Metrópoles”, Alex Azevedo foi denunciado pela força-tarefa da Operação Lava Jato no Ministério Público Federal, na mesma ação que atingiu o ministro-presidente do TCU, Vital do Rêgo. O MPF atribuiu a Alex os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo o MPF, Vital do Rêgo Filho, então senador, teria negociado proteção política a executivos da empreiteira OAS em troca de propina. Em 2014, ele presidiu a CPMI da Petrobras e a CPI da Petrobras no Senado.
Executivos da OAS, liderados por José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, teriam prometido R$ 5 milhões em propina a Vital do Rêgo, dos quais R$ 3 milhões teriam sido efetivamente pagos, segundo o MPF.
Na denúncia, Alex Azevedo é descrito como homem de confiança e intermediário de Vital do Rêgo. Segundo o MPF, Vital teria orientado a OAS a procurar Alex para operacionalizar o pagamento da propina.
A denúncia foi aceita pela Justiça em agosto de 2020, mas, em abril de 2021, o Supremo Tribunal Federal arquivou o caso por decisão da Segunda Turma. No entendimento do STF, a denúncia do MPF se baseava apenas em relatos de delatores, sem provas materiais.
Fonte: APALAVRAONLINE