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  • 24.05.2017 - 07:48

    Medo de expor mediocridade de gestão, Cartaxo impede jornalista de participar de coletiva


    Ao invés de focar sua gestão em ações administrativas que dignifiquem o cargo de prefeito da Capital do Estado, para o qual teve o mandato renovado no pleito passado, o prefeito Luciano Cartaxo(PSB) procura encobrir a mediocridade de seu governo proibindo que profissionais de imprensa participem de entrevista coletiva com receio, certamente, de ficar embaraçado com perguntas que não seja do seu agrado, a exemplo do dinheiro que a JBS patrocinou a campanha do seu irmão Lucélio Cartaxo, em 2014, ou do processo que apura o mistério das 200 mil toneladas de lixo retirados durante a reforma da Lagoa.

    O fato é que nesta terça feira, 23, ele determinou ao seu secretário de Comunicação, jornalista Josival Pereira, que barrasse o acesso do jornalista Judivan Gomes, da Rádio Tabajara, ao local onde estava programado uma solenidade seguido de uma coletiva com a Imprensa. Quis reeditar a política de 30, do coronelismo, da intolerância, da prepotência. Uma ação desrespeitosa que mereceu o repúdio de todos os profissionais de imprensa, a exemplo do Sindicato dos Jornalistas e da Associação Paraibana de Imprensa - API, bem como do colunista Cristiano Machado, editor do MOMENTOPB, transcrito abaixo:

    "O CORONEL CARTAXO

     O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, resolveu reeditar, em pleno século XXI, a velha, surrada e ultrapassada política praticada na Paraíba na década de 30; ou seja, a política da intolerância, da prepotência, da arrogância, onde a violência e a força se sobrepunham ao diálogo.   

    Durante uma solenidade programada para uma coletiva à imprensa, nesta terça feira, 23, aflorou o sangue do coronelismo que até então o prefeito escondia com muita desfaçatez da população, e determinou ao seu secretário de Comunicação, jornalista Josival Pereira, que barrasse o acesso do repórter Judivan Procópio, da Rádio Tabajara, ao local da entrevista. Ou seja, ao profissional de imprensa, que considerou a atitude como um gesto ditatorial, sequer foi permitido adentrar ao recinto. Foi tolhido no sagrado  exercício de seu trabalho, mesmo acobertado por todas as prerrogativas e garantias constitucionais emanadas do nosso estado democrático de direito.   

    Essa determinação do prefeito Luciano Cartaxo deixa a todos atônitos e, ao mesmo tempo, preocupados.  O crime do repórter, segundo se apurou, foi pertencer aos quadros da Rádio Tabajara, uma emissora estatal cuja linha editorial não deve agradar ao inquilino da Prefeitura. Fica o alerta: hoje um profissional da imprensa foi vítima de uma imposição estúpida; amanhã outro pode até sofrer constrangimento físico.

    Por mais medíocre e incompetente que seja um gestor, nada justifica o uso da força contra jornalistas. O canal do diálogo ainda continua sendo o caminho adequado e democrático para dirimir dúvidas e esclarecer fatos, por mais incômodos e desagradáveis que sejam ao governante." (Cristiano Machado) http://momentopb.com.br/gerencia/colunas.php