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  • Marx, Lnin e o PT

    26/05/2015

     Não custa nada, nem é sectarismo repetir com Marx, quando dizia: "Um espectro ronda a Europa. O espectro do comunismo", e Lenin sublinhava num rompante e visão soviete do problema, quando e o capital no seu desenvolvimento assume uma condição imperialista. A Europa sucumbiu, o seu mapa político está fragmentado, a economia arrasada. É o que se vê, e nesse cenário histórico impossível de esconder, debatem-se os cidadãos do mundo inteiro. 
    O problema da imigração assume proporções verdadeiramente assombrosas na vida dos Estados modernos. Uma muralha de concreto vigiada eletronicamente e por guardas fortemente armados, isola os latinos dos norte-americanos. Londres, Paris e outras grandes cidades europeias estão verdadeiramente invadidas por imigrantes miseráveis, perseguidos políticos, que impõem os seus costumes, reclamam espaços até privilegiados para se acomodarem. E dificultam a convivência entre os que chegaram e os naturais do lugar. Assim falam os turistas de hoje, que lá estiveram trinta anos atrás. 
    A luta agora, repito, é global, cruelmente, irresistivelmente neoliberal. Ruiu a federação que criara a URSS. Certamente, mas o que prevalece no mundo inteiro é o criminoso e burlesco lobismo, exibindo-se em helicópteros particulares, sobrevoando o congestionamento do transito em São Paulo e outras capitais do mundo, onde se debate a massa ignara, que se submete à regra da dominação da Banca Internacional, e atesta que a regra é a diferença. 
    O governo brasileiro criou 40 ministérios, outras tantas novas empresas públicas e parcerias público-privadas, agências reguladoras - que defendem os donos dos negócios e o povo consumidor fica de fora. A criminalidade, entretanto, aumenta assustadoramente a cada dia, os serviços públicos, a educação, a saúde, a dete-rioração da infraestrutura, a corrupção mostram-se avassaladoras. A moral pública está lá embaixo. 
    Dá medo e dá pena pensar no destino, e, assustado com a tragédia que destruiu personalidades heroicas como as de José Genoino, José Dirceu, Dilma Roussef e tantos outros, transformados em mamulengos, jograis da Banca Financeira Internacional. Cuida o Brasil de porto em Cuba, no Uruguai, outras mega construções na Venezuela, Bolívia, na África, e outras ações e serviços que são custeados e a assistidos pela diplomacia brasileira. Esquecidos de Gramci eles tocam um projeto. Tudo bem. Impossível calar depois da Petrobrás. Gritam nas ruas: “se roubam um pão e se roubam um avião o PT está no meio.” 
    Vislumbravam eles, quem sabe (por que não?), a criação de uma URSAL (União das Repúblicas Socialistas da América Latina) no continente americano, entrevista secretamente, com otimismo. Cuba, Venezuela, Bolivia, Brasil, e outros países sustentariam esse desiderato, e resistem à eficaz e ameaçadora fúria golpista comandada pelos Oito Grandes. É o rumo da história. Muito de fourierismo, de cavalaria de cruzados bancaleônicos no petismo. Que fazer?
    Não incluo Lula neste time porque a sua visão do problema, a sua luta não era em favor do Brasil, era primária, simplesmente corporativista, oportunista, peleguista-sindical, de roda de botequim e de porrinha. Ele mesmo afirmou em entrevista que nada tinha com comunismo e esquerdismo, lutava, isto sim, pelo direito dos metalúrgicos. Somente. Mas a sua consciência de assalariado, nos entregou, pelo me- nos, este pacote de mudanças, e a liberdade democrática para realizarmos esta discussão. 
    Resta-me, como paraibano, recorrer à memória do "Poeta do Eu", que, no Recife, atravessando uma ponte, caminhando para a rua das funerárias, assombrado com a sua sombra magra, "Pensava no destino e tinha medo".


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