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Colunas de Cristiano Machado

Cristiano Machado é jornalista.





  • Antes do terror, o diálogo seria o lógico

    01/05/2026

    Primeiro o terror, depois a abertura de diálogo. Foi essa filosofia adotada pela Sedurb da Capital em relação aos comerciantes do Mercado Central, que passará por reforma.

    Com uma cartinha enviada a cada feirante, a Prefeitura estipulou um prazo de 72 horas para que todos desocupassem as dependências da área sem definir um local provisório até a conclusão das modificações no Mercado.

    Algo surreal para quem, há mais de 50 anos, sobrevive exatamente da comercialização de seus produtos, labutando todos os dias, de inverno a verão, para garantir o pão na mesa e uma condição digna aos filhos e dependentes, ficar em casa, sentado no trono, esperando as boas vindas do céu.

    O resultado não podia ter sido outro: protesto, insatisfação, pneus queimados, ruas fechadas, revolta e incerteza até o dia em que o bom senso se fez prevalecer e ao invés de uma ordem – ainda que fundamentada legalmente, como disse o secretário Marmute na cartinha encaminhada - a lógica deu lugar a arrogância e a prepotência.

    Os feirantes serão acomodados em locais ainda não definidos – mas sugeridos por eles - até a finalização das obras da reforma. Até lá ficarão nos mesmos pontos atendendo a população que torce para que em outras ocasiões a gestão municipal plante o diálogo, e não o terror!

    A REJEIÇÃO DE BESSIAS

    O ex-governador João Azevedo demonstrou uma certa revolta com os senadores que derrotaram o indicado de Lula para uma vaga no STF, o advogado, perseguidor de inocentes do 8 de Janeiro e defensor do aborto, Jorge Messias, o Bessias.

    João declarou que se lá estivesse, seu voto seria SIM, ou seja, pela aprovação da indicação, o que revela que ele comunga com os mesmos pensamentos do estafeta de Dilma.

     

    PROCESSO DE INDICAÇÃO

    Ainda sobre o assunto, o ex-governador fez um comentário um pouco desatualizado da realidade no STF, ao afirmar que a indicação de ministros por presidentes, nem sempre significa dependência na hora de votar processos e prolatar sentenças.

    Certamente ele fez tão análise se referindo a Cortes Supremas de outro país, não a do Brasil.

     

    A BARULHEIRA QUE SEGUE

    A Casa de Show Celebration segue infernizando a vida dos residentes no Portal Sol, apesar das exigências do Ministério Público em determinar o seu funcionamento com realização de pequenos eventos, com altura de som controlado ao estipulado em normas e com horário de funcionamento até a meia-noite.

    Há duas semanas que eles vêm realizando eventos até o dia amanhecer, sem que nenhum órgão estadual ou municipal responsável pelo Meio Ambiente respondam aos reclamos dos moradores.

     

    A BARULHEIRA QUE SEGUE (2)

     

    Existe um mistério para que essa Celebration ‘case e batize’ sem que autoridade alguma consiga impor ordem e respeito aos que habitam na área.

    Sabe-se da relação harmoniosa entre os donos da casa e o ex-governador João Azevêdo e o ex-prefeito Cícero Lucena, que viviam, ao lado de auxiliares, em ruidosas festas no local, daí a vista grossa para as denúncias encaminhadas na época.

    Mas, o tempo deles acabou e é chegada a hora dos novos gestores fazer impor a lei e a ordem.    


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